sábado, junho 25, 2011


Idéia fixa

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Chega de Crepúsculo e vampiros bonzinhos, isso é livro para pré-adolescentes. O melhor das histórias vampirescas sempre foi a maldade de um ser que não é mais humano, sem alma ou coração. Única autora que conseguiu um vampiro benévolo sem torná-lo insignificante, frívolo, inútil e ridículo, foi a Anne Rice.

É muito decepcionante ir no Google e pesquisar "livros sobre vampiros", e aparecer Crepúsculo na primeira linha. Situação insólita e mesmo ridícula. Queria tanto jogar gasolina e botar fogo em alguém, mas não posso porque isso seria homicídio doloso... Quanto vampiro romanesco, dá até vontade de expelir com esforço pela boca, regurgitar mesmo. Ainda prefiro Bram Stoker como romance vampiresco. Vamos voltar ao vampiro clássico e deixar os "autores" que não entendem nada de vampiros de lado?

Ótimo ter livros variáveis. Gosto; cada um tem o seu. Acho que há influência filosófica e popular nos vampiros que singularmente é responsável por muitas histórias, peças de teatro, cinema, seriados e outras interpretações. O que não dá para tolerar é comentar com alguém sobre algum livro bom de vampiro e a criatura te responder: Crepúsculo. Acho que o indivíduo nunca leu outro livro a não ser o da saga (se ele leu mesmo e não só assistiu).

Apesar de aparatoso os efeitos especiais, como a maioria dos filme de hoje em dia, não é uma história para pensar com existência ou fantasiar cenas enquanto dorme. Respeitando quem gosta, posso dizer apenas que não gostei do conteúdo metódico! ¬¬

quarta-feira, maio 25, 2011


Fantasmas de Tohoku

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Na cidade de Onagawa na província de Miyagi, um soldado que não quis se identificar, relatou que durante a noite enquanto ia para seu alojamento, ouviu o que parecia ser alguém chorando, solidário o soldado voltou para procurar quem estava em prantos.

"Fui procurar quem era, poderia ser alguém procurando um familiar, então resolvi voltar" disse o soldado. "Acendi minha lanterna e não muito longe no meio dos escombros sentada em uma pedra estava uma garota, ela aparentava ter uns 13 anos e não parava de chorar, pelo que ela dizia queria apenas voltar para a casa e ver seus pais."

O soldado disse que iria ajudar a garota e a levaria para um abrigo, porém ela dizia apenas que queria voltar para a casa, e que só não havia conseguido chegar porque em meio ao tumulto um homem a abordou e dizendo que iria ajudá-la levou ela até sua residência, onde forçou-a a ter uma relação sexual.

A menina disse que quando conseguiu se livrar do homem, bateu nele com um taco de baseball e ao ver ele desmaiado saiu correndo da casa, querendo apenas ver seus pais, porém depois disso não se lembrava de nada, apenas que não conseguia ir para casa ver seus pais, comovido, o soldado foi enxugar os olhos e quando olhou novamente para o lado não havia ninguém.

Ele disse não ter ouvido os passos da garota saindo, procurou ali por perto e nem tinha onde ela pudesse se esconder já que a área esta toda devastada e os entulhos todos empilhados. "Fui procurá-la, porém depois que me dei conta do que poderia ser, então voltei para meu alojamento, pensei que pudesse ser um truque da minha mente, pois estava desgastado trabalhando intensamente, resolvi relatar isso aos companheiros de trabalho, e fui surpreendido ao saber que não fui o único a me deparar com essa garota, alguns amigos que estão trabalhando na mesma área, também disseram ter ouvido o choro de uma garota, um deles disse ter visto ela sentada no mesmo local que avistei, porém ao olhar o local em seguida, não viu a garota lá."

Algumas pessoas já relataram ter ouvido crianças brincando em locais que eram parques públicos, porém esses estão destruídos e também não avistaram ninguém.
Com medo várias pessoas já deixaram o trabalho nas áreas afetadas e por isso estão oferecendo altos valores para quem for trabalhar nos locais afetados ajudando a limpar as cidades devastadas, porém, escondem esses relatos e dizem que os altos valores são devido ao serviço pesado.


quarta-feira, março 02, 2011


A Batalha do Apocalípse - Spohr

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A Batalha do Apocalípse
 Da Queda dos Anjos ao Crepúsculo do Mundo
 
Gênero: Ficção, aventura, suspense
Assunto: Anjos, guerra
Autor: Eduardo Spohr
País de origem: Brasil
Ano: 2010
Número de Páginas: 586 páginas
Editora: Verus


Sinopse:
 
Há muitos e muitos anos, há tantos anos quanto o número de estrelas no céu, o Paraíso Celeste foi palco de um terrível levante. Um grupo de anjos guerreiros, amantes da justiça e da liberdade, desafiou a tirania dos poderosos arcanjos, levantando armas contra seus opressores. Expulsos, os renegados foram forçados ao exílio, e condenados a vagar pelo mundo dos homens até o juízo final.
 
Mas eis que chega o momento do Apocalipse, o tempo do ajuste de contas, o dia do despertar do Altíssimo. Único sobrevivente do expurgo, o líder dos renegados é convidado por Lúcifer, o Arcanjo Negro, a se juntar às suas legiões na batalha do Armagedom, o embate final entre Céu e o Inferno, a guerra que decidirá não só o destino do mundo, mas o futuro do universo.
 
Das ruínas da Babilônia ao esplendor do Império Romano; das vastas planícies da China aos gelados castelos da Inglaterra medieval. A batalha do Apocalipse não é apenas uma viagem pela história humana, mas também uma jornada de conhecimento, um épico empolgante, cheio de lutas heroicas, magia, romance e suspense.


 
Resumo:
 
Segundo o autor, no inicio havia apenas o Céu e a Terra, as almas pecadoras eram mandadas a segunda camada dos Setes Céus, o Gehenna que era governada por Lúcifer até o dia em que este foi lançado ao Sheol (inferno) e para onde, a partir de então, as almas pecadoras começaram a ser lançadas. Gehenna virou o porgatório.
 
Na Auróra dos tempos, sempre existiu o bem e o mal, no qual foi destruída por Yahweh (Deus), juntamente com seus arcanjos criados para o fim de governar e proteger a terra. Muito antes da criação do homem, Yahweh criou os Arcanjos e logo depois os Anjos para servir e proteger sua criação. Os sete dias se dizem muito bem explicados neste livro o qual o autor cria uma linha do tempo onde cada dia se resume em milhões de anos que levou a criação do mundo que vivemos hoje.
 
No final do sexto dia, Deus já estava cansado, e "adormeceu" e deixou os anjos e arcanjos a cuidar de toda sua criação, principalmente o homem criado à sua imagem e semelhança. Depois da criação dos homens, ainda vivemos no sétimo dia, o qual Deus está adormecido e nós somos governados pelos anjos. Em dias de glória, o Arcanjo Miguel, o primeiro criado por Deus, o filho mais velho, sentiu-se diminuído, e cego pela inveja e pelo ciúmes pelos humanos, ordenou a destruição em massa, mas foi barrado pela legião de guerreiros, os dezoitos anjos renegados, liderados por Ablon, herói desse livro.
 
Esses dezoito anjos foram condenados a Haled (terra) e presos em seus avatares e para sempre perseguidos pelos guerreiros de Miguel, até serem mortos pois eram considerados traidores do céu e condenados a viverem presos juntos aos humanos que tanto defenderam até o fim dos tempos, o final do sétimo dia, o Dia do Ajuste de Contas onde Deus despertaria e exilaria de seu universo aqueles que foram contra sua vontade.
 
Lúcifer também fez uma revolução, alegando defender os humanos mas era apenas a inveja pelo seu irmão Miguel que o motivava, fazendo-o levar para o Sheol (inferno), onde lá foi criado o refúgio do mal, para onde todos os injustos e maldosos seriam mandados. E então começa a era de um herói, protagonista desse livro que envolve romance, mistério, ação, ficção que nunca antes revelados.
 
Ablon passa por várias aventuras, oscilando em passado e presente no qual é apoiado pela feiticeira de En-dor, Shamira, o qual salvou das mãos do tirano rei da Babilônia, destruida por ele mesmo. Lembrando aqui que antes mesmo de Lúcifer ser exilado já existiam os anjos renegados, o que é diferente de Lúcifer, o anjo caído.
 
Após várias aventuras vividas por Ablon, finalmente chega a hora do Dia do Ajuste de Contas, a famosa Batalha do Armagedon o qual vai decidir o futuro da humanidade, do planeta e de todos os seres que nele habita. É a lendária batalha entre o defensor da humanidade e o Arcanjo Miguel, vencido pelo ciúmes e ganância, o que o levou a ser o mais tirano de todo o universo, querendo igualar-se a Deus o qual em sua mente doentia acreditava ser o seu destino.
 
Ablon, quando descobre que Ishatar - uma dos dezoito anjos renegados - foi assassinada pelo Anjo Negro, fica furioso e cego de raiva, mas ela foi morta em prol de um segredo que mudaria todo o destino do universo, um segredo o qual Ablon só descobriria no último suspiro de sua vida.
 
O livro a Batalha do Apocalipse envolve mistérios jamais revelados, o qual o autor dessa obra fascinante nos deixa intrigados e ao mesmo tempo esclarecidos. É como ler o Apocalipse, mas em uma linguagem inovadora e cheia de respostas.
 
 
 
 

sábado, março 13, 2010


Banchō Sarayashiki - A História do Fantasma de Okiku

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  As histórias de fantasmas são um tema popular na xilogravura japonesas. A história do fantasma de "Okiku" é antiga, e suas origens são desconhecidas; porém, foi primeiramente apresentada com o título Bancho Sarayashiki em julho de 1741, no teatro Toyotakeza. A conhecida lenda fantasmagórica foi adaptada em uma produção de "ningyo joruri" por Asada Itcho e Tamenaga Tarobei I. Como muitos teatros de fantoches bem sucedidos, uma versão em "Kabuki" foi criada logo em seguida, e em setembro de 1924, Bancho Sarayashiki foi encenada no teatro Naka no Shibai, estrelando Otani Tomoemon II e Arashi Koroku IV nos papéis de Aoyama Daihachi e Okiku.

  Uma versão de "Kabuki"  em um ato foi criada em 1850 por Segawa Joko III, sob o título Minoriyoshi Kogane no Kikuzuki (実成金菊月), que estreou no teatro Nakamuraza com Ichikawa Danjuro VIII e Ichikawa Kodanji IV nos papéis de Tetsuzan e Okiku. Esta adaptação em um ato não foi popular e rapidamente terminou, até que voltou a ser apresentada em junho de 1971 no teatro Shimbashi Embujo, estrelando a popular dupla Kataoka Takao e Bando Tamasaburo V nos papéis de Tetsuzan e Okiku.

  A adaptação mais popular e conhecida de Bancho Sarayashiki, escrita por Kido Okamoto, estreou em fevereiro de 1916 no teatro Hongoza, com Ichikawa Sadanji II e Ichikawa Shocho II nos papéis do Senhor Harima e Okiku. Era uma versão moderna da clássica história de fantasmas em que o conto de horror foi substituído por um profundo estudo psicológico das motivações dos dois personagens. Outra adaptação foi feita em 2002, na quarta história da novela da televisão japonesa Kaidan Hyaku Monogatari (怪談百物語).

~ Bancho Sarayashiki - Versão Popular

  Havia uma linda serva de nome Okiku. Ela trabalhava para o samurai Aoyama Tessan. Okiku frequentemente recusava seus avanços, então ele a enganou fazendo-a acreditar que ela descuidadamente perdeu um dos dez preciosos pratos de cerâmica holandesa da família. Tal crime normalmente resultaria em morte. Em um frenesi, ela contou e recontou os nove pratos muitas vezes. Apesar disso, ela não conseguiu encontrar o décimo e foi até Aoyama aos prantos, sentindo-se culpada. O samurai propôs ignorar o problema caso ela finalmente se tornasse sua amante, mas ela novamente recusou-se. Enfurecido, Aoyama a jogou no fundo de um poço para que morresse.

  Dizem que Okiku tornou-se um fantasma vingativo que atormentava seu assassino contando até nove e então dando um grito terrível para representar o décimo prato perdido - ou talvez ela estava se atormentando e ainda tentando encontrar o décimo prato, mas gritava agoniada quando ela nunca encontrava-o. Em algumas versões da história este tormento continuava até que um exorcista ou um vizinho gritasse "Dez!" em alto tom no final de sua contagem. O fantasma de Okiku então finalmente tranquilizava-se quando percebia que alguém havia encontrado o prato para ela, e deixava de assombrar o samurai.

~ Versões diferentes da história do Fantasma de Okiku

  Existem versões diferentes da história de fantasma de Okiku. O que todos têm em comum é a descrição de seu fantasma saindo do poço e contando de uma a nove e, em seguida, um soluço de cortar o coração.

  Em outra versão, Okiku realmente quebra um prato e é morta por seu mestre e seu corpo jogado para dentro do poço.

  Em outra versão, Aoyama tem uma esposa, que quebra a peça. Para ocultar sua culpa, ela joga o prato quebrado nos bens de Okiku e acusa de tê-lo roubado. Nesta versão, ela é também morta por seu mestre por punição e é jogada no poço.

  Existe também uma versão alternativa para o fim da história. Para parar com os choros a noite, um amigo da família de Aoyama é contratado. Ele fica escondido no poço durante a noite e depois Okiku aparecia e contava de uma a nove, ele está um passo à frente gritando dez. A partir de então o fantasma de Okiku nunca mais foi visto.

~ Versão do Ningyo Joruri

  Hosokawa Katsumoto, o Senhor do castelo de Himeji, ficou seriamente doente. O herdeiro de Katsumoto, Tomonosuke, planeja dar um jogo de dez pratos preciosos para o xogum para assegurar sua sucessão. Entretanto, o chefe dos serviçais, Aoyama Tetsuzan, planeja assumir seu lugar. O serviçal de Tomonosuke, Funase Sanpei Taketsune, está noivo de uma dama de companhia: Okiku. Tetsuzan planheja forçar Okiku para auxiliá-lo a matar Tomonosuke.

  Tetsuzan, através de um espião, furta um dos dez pratos e chama Okiku para trazer a caixa contendo os pratos para a sua sala. Lá, ele tenta seduzir Okiku. Ela se recusa devido ao seu amor por Taketsune. Rejeitado, Tetsuzan pede então para Okiku contar os pratos, ao que ela encontra somente nove. Ele a culpa pelo roubo e se oferece para mentir por ela caso ela se tornasse sua amante. Okiku novamente recusa e Tetsuzan a espanca com uma espada de madeira.

  Tetsuzan a suspende sobre um poço e, eroticamente apreciando sua tortura, a baixa no poço diversas vezes, a espancando quando içada. Ele a ordena a se tornar sua amante e ajudá-lo no assassinato de Tomonosuke. Ela se recusa novamente, ao que Tetsuzan a golpeia com sua espada, jogando seu corpo no poço.

  Enquanto limpava sua espada, o som de uma voz contando pratos vem do poço. Tetsuzan percebe que é o fantasma de Okiku, mas fica inteiramente impassível. A peça termina com o fantasma de Okiku erguendo-se do poço, com Tetsuzan olhando para ela desdenhosamente.

~ Shinkei Sanju Roku-Kai Sen - Trinta e Seis Novos Fantasmas

  Entre os artistas "Ukiyo-e" projetar temas de fantasmas, Yoshitoshi Tsukioka (1839-1892) deve ser mencionado em primeiro lugar. Yoshitoshi acreditava firmemente na existência de fantasmas e estava convencido de que tinha visto pessoalmente aparições sobrenaturais em sua vida.

  A impressão de O Fantasma de Okiku na Mansão fazia parte da série Shinkei Sanju Roku-Kai Sen. Foi última série de Yoshitoshi antes de sua morte (em conjunto com o Cem contos) e foi publicado 1889-1892. A série pode ser encontrado em diferentes traduções para o inglês como nova seleção de trinta e seis aparições ou trinta e seis novos fantasmas.

  Para Yoshitoshi no fim de sua vida, os temas de impressões foram predominantemente escolhido em rica tradição cultural do Japão e da história. Era um apelo do artista para os seus compatriotas para não abandonar os seus valores tradicionais em troca da modernização ocidental que havia começado no período "Meiji".

~ Okiku e Ukiyo-e

  Assim como muitas peças de "Kabuki" Okiku foi um assunto popular para artistas de "ukiyo-e". Em 1830, Katsushika Hokusai incluiu ela como uma dos "kaidan" em sua série Cem contos (百物語 - Hyaku monogatari). Ekin, um artista um pouco notório que teve problemas com a lei, pintou um Byobu-e de Okiku sendo acusada por Tetsuzan Aoyama e seu irmão Tchuta.

  Mais notavelmente, ela apareceu como uma das formas na Compilação de novas formas de trinta e seis fantasmas (新形三十六怪撰 - Shinkei Sanju rokukai sen) por Yoshitoshi Tsukioka. Seu retrato de Okiku é extraordinariamente simpático, ao contrário dos fantasmas vistos como aparições temíveis pelos japoneses do século XIX, refletindo uma tendência geral na sua obra posterior.

~ Versão de Kido Okamoto

  Em 1655, em Edo, um vassalo do xogum Aoyama Harima apaixona-se pela jovem serva Okiku. Aoyama prometeu casar com ela, mas recentemente recebeu uma auspiciosa proposta de casamento de uma tia. Aoyama promete a Okiku que ele irá honrar seu amor, e recusar a proposta.
  Okiku duvida e o testa, quebrando um de seus dez preciosos pratos que são o tesouro da família Aoyama. A punição tradicional para quem quebrasse um dos pratos é a morte, que é exigida pela família de Aoyama.

  Primeiramente, Aoyama é convencido que Okiku quebrou o prato por acidente e a perdoa, mas quando Okiku revela que quebrou o prato como uma prova de amor, Aoyama se enfurece e a mata. Ele então a joga em um poço.

  Desde então, o fantasma de Okiku é visto entrando na casa e contando os pratos, de um a nove. Encontrando-a no jardim, Aoyama vê que sua face fantasmagórica não é de vingança, mas é bela e calma. Fortalecendo-se com isso, ele comete seppuku e se junta a ela na morte.

 Influência romântica:  A versão de Kido Okamoto é notável por ser uma adaptação muito mais romântica da história, similar a versão do Kabuki de Botan Doro. Isso foi uma influência da restauração Meiji, que trouxe peças ocidentais para o Japão pela primeira vez. Peças ocidentais foram muito mais notáveis por elementos românticos, e isso foi adaptado no estilo de teatro conhecido como Shin Kabuki (新歌舞伎). Shin Kabuki foi basicamente uma malsucedida fusão do Ocidental e Oriental, apesar de que o Bancho Sarayashiki de Okamoto permanece como um dos poucos clássicos.

~ Influências na cultura japonesa

  Em 1795, velhos poços no Japão sofreram um infestação de um tipo de larva que ficou conhecida como "inseto de Okiku" (お菊虫 - Okiku mushi). Acreditava-se que esta larva, coberta com finos fios que parecem ter sido ligados, seria uma reincarnação de Okiku.

  Como a versão do ningyo joruri é localizada no castelo de Himeji, uma popular atração turística no castelo é "Okiku Ido", ou Poço de Okiku. Tradicionalmente, este seria o poço onde o corpo da infeliz criada foi atirado depois de ser morta por Tetsuzan. Embora o castelo seja fechado à noite, dizem que seu fantasma ainda de levanta todas as noites do poço e conta até nove antes de gritar e retornar.

  O jogo de NES Monster Party tem um chefe de nome "The haunted well" (literalmente "O poço assombrado"), um poço que ataca arremessando pratos no jogador, em refererência ao conto. Mas já que o jogo foi lançado somente nos Estados Unidos, muitos jogadores não entendiam a ideia.

  A mangaka Rumiko Takahashi  incluiu uma paródia da lenda de Okiku em sua comédia romântica Maison Ikkoku, publicada na revista Big Comic Spirits de 1980 a 1987; a série depois virou desenho animado para a televisão japonesa. Retratara a história de Godai, um infeliz estudante universitário que galanteia e conquista sua linda senhoria viúva, Kyoko, apesar das frequentes palhaçadas dos outros moradores de Ikkoku-kan, a pensão administrada por Kyoko. Como parte de um evento de Obon, os residentes de Ikkoku-kan participam de um festival de verão; Kyoko se veste como Okiku e supostamente teria de se esconder em um poço raso. Entretanto, sendo esta uma comédia romântica, nada sai como planejado.

  No mangá Gintama, há uma paródia da história quando o trio Yorozuya ajuda um homem a organizar um "teste de coragem".


textos e imagem: wikipedia
texto e imagens: artelino.com

segunda-feira, fevereiro 08, 2010


O Jardim de Ossos - Gerritsen

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O Jardim de Ossos
 
 
Gênero: Ficção, suspense, terror
Autor: Tess Gerritsen
País de origem: Estados Unidos
Ano de Lançamento: 2007
Número de Páginas: 446 páginas
Editora: Record
 
Sinopse:
Ossos desconhecidos, segredos não revelados e crimes não resolvidos lançam sombras ameaçadoras sobre o presente. A recém-divorciada Julia Hamill acaba de se mudar para a casa de seus sonhos, uma mansão em um enorme terreno. Tudo parece perfeito, até que, durante a reforma do jardim, Julian desenterra um crânio humano com indícios de homicídio. E o mais intrigante: a cova data do século XIX.

O ano é 1830. O jovem estudante de medicina Norris Marshall é o principal suspeito das atrocidades cometidas pelo Estripador de West End. Na companhia do amigo Oliver e da imigrante irlandesa Rose, Norris parte em busca do homem mais perigoso de Boston, a fim de provar a própria inocência, visitando desde lúgubres cemitérios e salas de necropsia até elegantes mansões.

Separadas por quase dois séculos, as duas histórias se desenvolvem de forma precisa e instigante, conduzindo o leitor a um final tão chocante quanto engenhosamente concebido.



Resenha:
Como não apreciar essa obra de Tess Gerritsen. Ela criou bons conflitos para você ler o livro até a ultima palavra.
 
Após o divorcio, Julia muda-se para uma casa onde uma velha de 90 anos morreu. Mas esse não é o problema, enquanto mexia em seu jardim Julia descobre ossos de uma mulher.
 
Muito antes disso, em 1830, mortes violentas acontecem em West End, Boston. E Norris Marshall, um estudante de medicina, com incríveis habilidades com um bisturi, é um dos principais suspeitos dos assassinatos. Ele e Rose Connolly, que após a morte de sua irmã, luta para sobreviver nas ruas de Boston com sua sobrinha Margaret, e acaba encontrando alguns corpos.
 
Mas a vida não é muito generosa com Rose, que além de sofrer as consequências das acusações, tem que dar duro pra cuidar da pequena Margaret e se esquivar do marido de sua irmã, que quer de qualquer jeito o bebê, mesmo não sendo seu filho.
 
Com a ajuda de Henry, um velho mal- humorado, que é da família da antiga moradora de sua casa; Julia e ele remexem nos documentos da família e descobrem cartas de O.W.H que ajudam a resolver os mistérios das mortes de Boston e descobrir a relação com os ossos que foram encontrados em seu jardim.
 
Além de a autora entrelaçar duas épocas diferentes na narrativa, ela dá algumas aulinhas de anatomia e nos apresenta um dos maiores médicos dos Estados Unidos, Oliver Wendell Holmes, que ajuda seu amigo Norris a provar sua inocência.
 
A capa do livro é muito bonita e combina bastante com a atmosfera do livro, sem contar que logo de cara você vê o elogio do mestre do terror, Stephen King.
 
Entretanto esse não é um livro que você pode ler após as refeições se você tiver estomago fraco e aversão a sangue e órgãos expostos.
 
Tirando esse detalhe você pode roer suas unhas até descobrir o verdadeiro Estripador de West End, que não é muito fácil de descobrir...


 

domingo, janeiro 17, 2010


I did not die

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Eu não morri. Só tinha esquecido a senha; amnésia brava.
Um ano, um mês e dezesseis dias tentando lembrar a senha.
Espero não ter mais amnésias, santo remédio tarja preta. (sarcasmo)

segunda-feira, dezembro 01, 2008


A Menina que Roubava Livros - Zusak

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A Menina que Roubava Livros
Quando a morte conta uma história, você deve parar para ler.
 
Gênero: Ficção
Autor: Markus Zusak
País de origem: Austrália
Ano de Lançamento: 2007
Número de Páginas: 480 páginas
Editora: Intrínseca

Sinopse:
O livro tem como narradora a Morte, cuja função é recolher a alma de todos aqueles que morrem sem intervalos. Entre 1939 e 1943, Liesel Meminger encontrou a morte três vezes. E saiu suficientemente viva das três ocasiões para que a própria, de tão impressionada, decidisse nos contar sua história, em "A menina que roubava livros".

Desde o início da vida de Liesel na rua Himmel, numa área pobre de Molching, cidade próxima a Munique, ela precisou achar formas de se convencer do sentido de sua existência. Horas depois de ver seu irmão morrer no colo da mãe, a menina foi largada para sempre aos cuidados de Hans e Rosa Hubermann, um pintor desempregado e uma dona-de-casa rabugenta. Ao entrar na nova casa, trazia escondido na mala um livro, "O manual do coveiro". Num momento de distração, o rapaz que enterrara seu irmão o deixara cair na neve. Foi o primeiro dos vários livros que Liesel roubaria ao longo dos quatro anos seguintes. E foram esses livros que nortearam a vida de Liesel naquele tempo, quando a Alemanha era transformada diariamente pela guerra, dando trabalho dobrado à Morte.

O gosto de roubá-los deu à menina uma alcunha e uma ocupação; a sede de conhecimento deu-lhe um propósito. E as palavras que Liesel encontrou em suas páginas e destacou delas seriam mais tarde aplicadas ao contexto da sua própria vida, sempre com a assistência de Hans, acordeonista amador e amável, e Max Vanderburg, o judeu do porão, o amigo quase invisível de quem ela prometera jamais falar. Há outros personagens fundamentais na história de Liesel, como Rudy Steiner, seu melhor amigo e o namorado que ela nunca teve, ou a mulher do prefeito, sua melhor amiga que ela demorou a perceber como tal.

quinta-feira, setembro 18, 2008


Não chute, não é macumba

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Quem dá velas de presente? Pai de santo??? Eu ganhei velas e nem é meu aniversário, então não dá para usá-las em um bolo de chocolate com calda de cereja! Eu acho que minha aparência física é muito confundida com alguma coisa que ainda não consegui identificar. Mas eu juro que explico quando souber! Sou facilmente irritável, então prefiro uma caixa de cerveja preta ou uma garrafa de uísque como presente. Se eu não ficar feliz à primeira vista, então se sente e espere passar meia hora para ver minha cara de satisfação. O alcoolismo me faz bem. Bem ao ponto de consentir velas como presente. Velas aromáticas. A branca tem cheiro de baunilha!

Juro que gostei do presente!!!

(sarcasmo in post) HAHA

sábado, abril 12, 2008


Redação nunca foi meu forte.

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Eu estava limpando o armário e achei uns trabalhos meus da 4ª série. Tinha um texto muito esquisito, recuso-me acreditar que escrevi tanta besteira. E para piorar minha situação opróbrio, a professora leu e deu nota.
 
Naquela época eu estudava em uma escola adventista e a professora de Português era a mesma de inglês - vocês vão entender o porquê dessa explicação!
 
Apesar de gostar de Português, nunca fui uma pessoa muito boa com interpretação de texto. O mais esquesito nisso é que eu adorava escrever palavras complicadas. Eu era muito bom nisso, creio que isso influênciava a professora não me dar um zero bem redondo! Nesse período nem sabia o que era traumatismo craniano encefálico, apenas sabia escrever... E vamos concordar, que letrinha medonha! Lá vai o texto!


Verônica é uma criatura anormal por ter uma aparência modificada, mas isso não à torna diferente das outras criaturas existentes no planeta. Quando pequena, foi derrubada do berço e teve traumatismo craniano encefálico.

Tinha uma mãe alcoólatra que usava Prozac e outras substâncias tóxicas. Passava mais tempo na vizinha que era prostituta. Mentira, a vizinha era gorda e idosa que fazia o melhor biscoito de polvilho doce da rua. Não, da cidade. Quem sabe do mundo?

Aos oito anos disse para mãe que preferia meninas do que meninos. Foi espancada e teve outro traumatismo craniano encefálico. Depois disso ficou com trauma e ficou dois anos e meio muda.

Aos treze teve depressão, tentou suicído, mas não conseguiu achar uma corda mais grossa. Então passou a sofrer de transtorno do pânico e ainda continuava sofrendo com isto. Teve sérios problemas na escola por bater diáriamente nos meninos que te enchiam o saco.

Na adolescência foi expulsa da escola por descobrirem que namorava uma garota.

Aprendeu a falar inglês com a mãe que sempre reclamava das omeletes que fazia. Sua primeira palavra em inglês foi "Fuck you"
- viu, agora vocês entenderam o por quê, hunf. Falava Alemão na escola e fazia obrigatoriamente aulas de Francês, Espanhol e Chinês, porém nunca conseguiu aprender Francês muito bem.

Depois de entrar para o coral da escola, de trabalhar na biblioteca, num museu tosco e uma loja de SexShop, foi parar em uma agência de modelo por livre e espontânea pressão. Não gostou muito de desfilar na passarela, então virou modelo fotográfica.

Fez carreira internacional com muitas fotos, drogas, baladas, sexo e Rock'n'Roll. Conheceu o amor da sua vida, sua alma gêmea, a tampa da sua panela: Brigitte, escocesa e modelo de passarela. Era uma das melhores do mundo, depois de Giselle Bündchen.

Depois de viajar por vários países largou a carreira de modelo e terminou a faculdade de Direito. Voltou para Alemanha rica e bem sucedida.

Agora vive do dinheiro que conseguiu como modelo, escrevendo futilidades num bloco de anotações tosco, comendo biscoitos de polvilho doce e tomando Uísque importado.


The End


Eu só tinha 9 anos e já era uma criatura dramática e tosca... tsc, tsc, tsc!

quinta-feira, janeiro 24, 2008


O Turno da Noite - Vianco

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Quem pensou que os brasileiros não eram capazes de escrever um livro sobre vampiros... enganou-se de verde e amarelo! Hoje temos ótimos escritores brasileiros, sem compará-los ou pelo menos não julgá-los antes de lê-los! Aqui vai as sinopses dos livros do autor André Vianco.


~ O Turno da Noite - Os filhos de Sétimo (volume 1)

  O turno da noite surgiu para agitar o submundo. Quatro vampiros recém-trazidos para a vida noturna, transformados pelo falecido Sétimo, são atraídos por um vampiro ancião que vive em São Paulo.

  Ignácio oferece a proteção e ensinamentos para os novatos em troca de suas habilidades para lutar contra o crime organizado, assassinando e se alimentando dos criminosos. Se conseguem finalizar o assassinato com êxito, são recompensados pelo vampiro ancião. Ignácio é um vampiro frio, calculista que não se importa com os quatro. Se não conseguem completar a missão, são simplesmente abandonados.

  Ignácio lhes dá uma cartilha que ele mesmo escreveu, chamando-a de "Cartilha da escuridão". Nela contém todas as dicas para ser um vampiro sagaz e apto para começar a vida noturna. Também lhes explica o porque deles serem considerados "O turno da Noite".


~ O Turno da Noite - Revelações - (volume 2)

  São reveladas a origem e as reais intenções de Ignácio. O Exército brasileiro intensifica o combate aos vampiros. Antigos personagens de André Vianco reaparecem. Apresenta-se Calíope, vampira sensual e musa negra, que encanta os homens com sua voz e sua história. Calíope balança o desejo de destruição dos vampiros liderados pelo Capitão Brites.


~ O Turno da Noite - O Livro de Jó (volume 3)

  Raul, capturado por aquele momento mágico, de soberba e alegria por ter dado fim num tão falado guardião de Jó, hipnotizado por aquele ritual sombrio e inescapável a qualquer ser vivente que era o desenlace do mundo vivo para a escuridão, acocorou-se perto do réptil, anfíbio, guardião do raio que o parta, e, inebriado, ficou a absorver aquela sensação. A morte deveria estar ali, bem ao lado da criatura, descendo seus dedos esqueléticos, igual para humanos, igual para guardiões, igual para tartarugas, joaninhas e pelicanos. Ela, com o rosto de caveira, desprovida de carne, parecendo sempre a rir e zombar dos viventes, tocaria no animal moribundo e engoliria sua alma, para cuspi-la no Aqueronte...



blog oficial: André Vianco

sexta-feira, dezembro 21, 2007


Oh my boot!

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Flopt, flopt, flopt...

Seria loucura usar botas no calor de 40 graus? Eu acho que não. Isso seria mais uma obsessão? Aqui no Brasil está mais para loucura, porém quando morava no Japão, usava no verão e inverno. E agora pergunto-me: porque aqui eu não posso usá-lo sem que as pessoas me olharem com cara de fuinha como se eu fosse um Duende Verde?

Bota "FLOPT", você ama ou você odeia. Ou fica no meio termo sem saber se ama ou odeia. Ou nem ama, nem odeia. Ou não acha nada demais só para me quebrar as pernas.

Mas se ama porque é true - odeio pessoas que falam true - ou se odeia é porque não tem estilo próprio. Portanto facilitadores para se amar ou odiar, sem mais delongas, vamos ao que interessa.

Dá-lhe texto... "êhh"

A bota é um processo civilizatório do homem, que oferece proteção, mas também vaidade. Imagino um Homo erectus de botas, ou um Homo sapies *viajou na maionese*. Dizem que foram desenvolvidos há 15000 a.C, na Espanha. Outros mais antigos vem da Mesopotâmia no Oriente Médio, e acredita-se que foram utilizados tanto por homens e mulheres. Ao correr dos séculos a bota tornou-se um implemento exclusivamente masculino, reservando a mulher delicadas peças de calçado que dificilmente lhes permitia sair de casa. Tornando-se uma forma de controle da dependência relacionada aos cultivos na civilização ocidental. Eram mais elevados as classes sociais - isso é óbvio.

Mas umas das grandes descobertas tecnológicas no século no XIX, foi provocadas tantas mudanças. Em torno de 1830, começam a surgir as primeiras botas femininas, com modelos delicado e refinado, abotinados ou vinculados com laços. As botas baixas eram muito diferentes das botas dos homens, botas de ambos os trabalhos, como os militares ou de luxo.

Curiosamente, foi a Rainha Victoria, conhecida pela sua atitude conservadora, que popularizou a bota feminina. Logo o calçado virou favorito para as caminhadas e, em seguida, para as grandes festas. As botas eram feitas exclusivamente em couro, mas logo depois outros materiais foram utilizados, tais como a seda, tafeta e diversas formas de lona. Que foi um alívio. Imagine os pés cheio de bolhas. Na metade do século XIX, as botas já estavão popularizadas. Usavam tanto no verão e inverno, e os modelos começam a se diversificar...

Do que vou eu falar, perguntam vós? Até agora sem conclusões e explicações lógicas. Usar só no inverno parece-me a única resposta concreta, depois de contar a História da Bota e suas evoluções. Vou-me embora descalça.

Ass: Duende Verde.

quarta-feira, dezembro 19, 2007


Profunda Escuridão

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  Na escuridão, profunda e gélida deste oceano onde me encontro, tudo à minha volta parece feito de gelo puro, sem cor, pálido, adormecido. Este é um mundo onde as trevas não nos queimam a pele com rios de lava incandescente, gelam-nos a alma, como pedras mortas e silenciosas. Aqui, na solidão do infinito, neste vazio imenso de água, o espírito vagueia, em busca de uma réstia de luz, de um sinal que lhe indique o caminho a percorrer. Tudo me parece igual, por mais que deambule, pareço andar em circulos, como que perdido num espaço que não tem norte nem sul, não tem céu nem terra. Aguardo que algo ou alguém, miracolosamente me venha despertar deste pesadelo, me venha tirar desta letargía a que me votei.

  Os dramas do destino afundaram a alma, neste imenso mar, e o corpo foi, aos poucos, deixando-se arrastar para as profundezas, sem perceber que se ia encarcerar num mundo distante e frio, escuro e vazio de vida. Não sei mais onde fica o céu, não sei mais que direção tomar. Muitas vezes peço-te que me envies um sinal, um pequeno raio de luz, que me diga em que direção dispender as últimas forças que me restam, que me diga onde estás tu. Sinto a tua presença, sei que estás aí, peço-te ajuda. Quero voltar à tona, só tens de enviar-me uma tábua, e salvar-me-ás.

 ✎ Autor desconhecido.
 ✉ Mandado por e-mail.

quinta-feira, novembro 15, 2007


Emocionais

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Certamente você já ouviu falar neles e se não ouviu... Puts, em que mundo você vive? Você pode achar estranho, feio, ridículo, fútil, fake, mas na realidade todo mundo está virando Emo. Menos eu, é claro. É incrível ver como as "coisas" pegam rápido demais. Esses dias mesmo a moda era ser Gótico, mas a sensação agora é ser Emo.

All Star já está "Emo-rotulado". Óculos - acho que o professor do cursinho é Emo - também é Emo. Lápis de olho, unhas pretas, roupas pretas, caveiras... Peraí, isso não é Gótico? Nãooo! Porque o estilo Emo é qualquer coisa, até o mendigo da esquina é um "Emo". Porque "Emo" é tudo. Agora me diga de onde veio? Onde vai parar? Quem foi o girico que inventou isto?

Decepcionei-me muito ao saber que minha mãe era Emo há uns 25 anos atrás. Ela usava um All Star verde-limão fosforescente, lápis de olho e franja caida nos olhos. Logo minha mãe, minha ídola.

Tem outra também. Você não pode ser homossexual, bissexual, heterosexual ou lésbica. Porque é coisa de Emo. Que coisa né? Coitados dos Gays, nem Gays podem ser mais. E os heteros? Nem dá pra sair pra pegar um broto! ¬¬ E se eu falar que acho o Brian Molko sexy? Isso vai me tornar heterosexual, homossexual, bissexual ou lésbica? Agora fiquei na dúvida, irei meditar na eternidade!!! A androginia é Emo porque consiste em vários fatores de indefinições. Lembrando que piscar os olhos também!

Depressão, chorar, até suicidar-se é coisa de Emo. Antes eu achava que isto era coisa dos Góticos. Cortar os pulsos, pular de um prédio, se afogar no aquário, etc. OMG, eu tenho depressão. Antes era fobia social, depois passou para desquilíbrio cérebral, síndrome do pânico, intenções suicidas, e por último depressão. Caramba, nem doente pode-se ficar mais...

Você não quer ser Emo? Então não chore por qualquer coisa, não desmunheque as mãos, não solte pum, não tire meléca do nariz, não vomite os rins, não fique deprimido, não tenha uma aparência suicida, não se mate, e não respire. Também não escreva AxXiMm IgUaL uN bEsTá, ReTaRdAdU kI NuNkA ViO uN ShIfT i CaPsLoCk, I nAuM SaIáÁá CoLoCaNdUu AcEnToSs OnDE nAuM É PrA CoLoCar TááHh mIgUxXu LiNdÓó..

"O ministério do estilo adverte: Nenhum Emo foi ferido fisicamente ou moralmente neste local"


Paz e amor... ^__^v

Ahhhh Hype é Emo também!

sexta-feira, novembro 02, 2007


Divisão

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  A primeira história da Divisão nasce na antiga Pérsia: o deus do tempo, depois de haver criado o universo, dá-se conta da harmonia à sua volta, mas sente que falta algo muito importante - uma companhia com quem desfrutar toda aquela beleza. Durante mil anos, ele reza para conseguir ter um filho. A história não diz para quem pede algo, já que é todo-poderoso, senhor único e supremo; mesmo assim ele reza, e termina engravidando. Ao perceber que conseguiu o que queria, o deus do tempo fica arrependido, consciente de que o equilíbrio das coisas era muito frágil. Mas é tarde demais - o filho já está a caminho. Tudo que ele consegue com seu pranto é fazer com que o filho que trazia no ventre se divida em dois.

  Conta a lenda que , assim como da oração do deus do tempo nasce o Bem (Ormuz), do seu arrependimento nasce o Mal (Arimã) - irmãos gêmeos. Preocupado, ele arranja tudo para que Ormuz saia primeiro do seu ventre, controlando o seu irmão, e evitando que Arimã cause problemas ao universo. Entretanto, como o Mal é esperto e capaz, consegue empurrar Ormuz na hora do parto, e vê primeiro a luz das estrelas.

  Desolado, o deus do tempo resolve criar aliados para Ormuz: faz nascer a raça humana, que lutará com ele para dominar Arimã, e evitar que este tome conta de tudo.
Na lenda persa, a raça humana nasce como aliada do Bem, segundo a tradição, irá vencer no final. Outra história sobre a Divisão, entretanto, surge muitos séculos depois, desta vez com uma versão oposta: o homem como instrumento do Mal.

  Penso que a maioria sabe do que estou falando: um homem e uma mulher estão no jardim do Paraíso, gozando todas as delícias que possam imaginar. Só existe uma única proibição - o casal jamais pode conhecer o que significa Bem e Mal. Diz o Senhor Todo-Poderoso (Gen: 17): "da árvore do conhecimento do bem e do mal não comerás". E um belo dia surge a serpente, garantindo que este conhecimento era mais importante que o próprio paraíso, e eles deviam possuí-lo. A mulher recusa-se, dizendo que Deus a ameaçou de morte, mas a serpente garante que não acontecerá nada disso: muito pelo contrário, no dia em que souberem o que é Bem e Mal, serão iguais a Deus.

  Convencida, Eva come o fruto proibido, e dá parte dele a Adão. A partir daí, o equilíbrio original do paraíso é desfeito, e os dois são expulsos e amaldiçoados.
Mas existe uma frase enigmática, dita por Deus, que dá toda razão à serpente: "Eis que o homem se tornou um de nós, conhecedor do Bem e do Mal". Também neste caso (igual ao do deus do tempo que reza pedindo algo embora seja o senhor absoluto) a Bíblia não explica com quem o Deus único está falando, e - se ele é único - por que está dizendo "um de nós".

  Seja como for, desde suas origens a raça humana está condenada a mover-se na eterna Divisão entre os dois opostos. E aqui estamos nós, com as mesmas dúvidas dos nossos antepassados...


✎ Texto do livro: "O Demônio e a Srta Prym" de Paulo Coelho.


terça-feira, outubro 09, 2007


Na Margem do Rio Piedra Eu Sentei e Chorei - Paulo Coelho

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na margem do rio piedra eu sentei e choreiMais um livro de Paulo Coelho lido. "Na Margem do Rio Piedra Eu Sentei e Chorei." Numa história de amor estão os mistérios da vida. Pilar e seu companheiro conheceram-se na infância, afastaram-se na adolescência, e - onze anos depois - tornam a se encontrar. Ela, uma mulher que a vida ensinou a ser forte e a não demonstrar seus sentimentos. Ele, um homem capaz de fazer milagres, que busca na religião uma solução para os seus conflitos. Os dois estão unidos pela vontade de mudar, de seguir os próprios sonhos, de encontrar um caminho diferente. Para isto, é preciso vencer muitos obstáculos interiores: o medo da entrega, a culpa, os preconceitos. Pilar e seu companheiro resolvem viajar até uma pequena aldeia nas montanhas - e trilhar o difícil caminho de reencontro com a própria verdade.

Trechos do livro:
~ Porque Deus vem à Terra para nos mostrar nosso poder. Fazemos parte do Seu sonho, e Ele quer um sonho feliz. Entretanto, se admitirmos para nós mesmos que Deus nos criou para a felicidade, teremos que assumir que tudo aquilo que nos leva para a tristeza e para a derrota é nossa culpa.
~ É preciso correr riscos. Só entendemos direito o milagre da vida quando deixamos que o inesperado aconteça. Todos os dias Deus nos dá - junto com o sol - um momento em que é possível mudar tudo o que nos deixa infelizes. Mas, quem presta atenção ao seu dia, descobre o instante mágico. Ele pode estar escondido na hora em que enfiamos a chave na porta pela manhã, no instante de silêncio logo após o jantar, nas mil e uma coisas que nos parecem iguais.
A felicidade às vezes é uma bênção - mas geralmente é uma conquista. O instante mágico do dia nos ajuda a mudar, nos faz ir em busca de nossos sonhos. Vamos sofrer, vamos ter momentos difíceis, vamos enfrentar muitas desilusões - mas tudo é passageiro, e não deixa marcas. E, no futuro, podemos olhar para trás com orgulho e fé. Pobre de quem teve medo de correr riscos. Porque este talvez não se decepcione nunca, nem tenha desilusões, nem sofra como aqueles que têm um sonho a seguir. Mas quando olhar para trás, vai escutar seu coração dizendo: "O que fizeste com os milagre que Deus semeou por teus dias? O que fizeste com os talentos que teu Mestre te confiou? Enterraste fundo em uma cova, porque tinhas medo de perdê-los. Então esta é a herança: a certeza de que desperdiçaste tua vida." Pobre de quem escuta estas palavras. Porque então acreditará em milagres, mas o instantes mágicos da vida já terão passado.



quinta-feira, setembro 20, 2007


Dominação alienígena

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Vocês viram o chinês que morreu depois de ficar três dias na internet jogando! Aposto que ele jogava Ragnarök. Por isso que eu digo: o computador é uma máquina alienígena de Vênus, que suga nosso cérebro e que depois leva à morte. É tipo Moscas espiãs de Marte, sabe? Depois que eu falo, ninguém acredita... O mundo será dominado pelos alienígenas. Lembram dos MIB Homens de preto? Aquele filme é fatos reais, eu tenho certeza!

quarta-feira, julho 25, 2007


O Corvo - Edgar Allan Poe

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O Corvo

  Numa sombria madrugada, enquanto eu meditava, fraco e cansado, sobre um estranho e curioso volume de folclore esquecido; enquanto cochilava, já quase dormindo, de repente ouvi um ruído. O som de alguém levemente batendo, batendo na porta do meu quarto. "Uma visita," disse a mim mesmo, "está batendo na porta do meu quarto
- É só isto e nada mais."

  Ah, que eu bem disso me lembro, foi no triste mês de dezembro, e que cada distinta brasa ao morrer, lançava sua alma sobre o chão. Eu ansiava pela manhã. Buscava encontrar nos livros, em vão, o fim da minha dor - dor pela ausente Leonor - pela donzela radiante e rara que chamam os anjos de Leonor - cujo nome aqui não se ouvirá nunca mais.

  E o sedoso, triste e incerto sussurro de cada cortina púrpura me emocionava - me enchia de um terror fantástico que eu nunca havia antes sentido. E buscando atenuar as batidas do meu coração, eu só repetia: "É apenas uma visita que pede entrada na porta do meu quarto - Uma visita tardia pede entrada na porta do meu quarto; - É só isto, só isto, e nada mais."

  Mas depois minha alma ficou mais forte, e não mais hesitando falei: "Senhor", disse, "ou Senhora, vos imploro sincero vosso perdão. Mas o fato é que eu dormia, quando tão gentilmente chegastes batendo; e tão suavemente chegastes batendo, batendo na porta do meu quarto, que eu não estava certo de vos ter ouvido". Depois, abri a porta do quarto. Nada. Só havia noite e nada mais.

  Encarei as profundezas daquelas trevas, e permaneci pensando, temendo, duvidando, sonhando sonhos mortal algum ousara antes sonhar. Mas o silêncio era inquebrável, e a paz era imóvel e profunda; e a única palavra dita foi a palavra sussurrada, "Leonor!". Fui eu quem a disse, e um eco murmurou de volta a palavra "Leonor!". Somente isto e nada mais.

  De volta, ao quarto me volvendo, toda minh'alma dentro de mim ardendo, outra vez ouvi uma batida um pouco mais forte que a anterior. "Certamente," disse eu, "certamente tem alguma coisa na minha janela! Vamos ver o que está nela, para resolver este mistério. Possa meu coração parar por um instante, para que este mistério eu possa explorar. Deve ser o vento e nada mais!"

  Abri toda a janela. E então, com uma piscadela, lá entrou esvoaçante um nobre Corvo dos santos dias de tempos ancestrais. Não pediu nenhuma licença; por nenhum minuto parou ou ficou; mas com jeito de lorde ou dama, pousou sobre a porta do meu quarto. Sobre um busto de Palas empoleirou-se sobre a porta do meu quarto. Pousou, sentou, e nada mais.

  Depois essa ave negra, seduzindo meu triste semblante, acabou por me fazer sorrir, pelo sério e severo decoro da expressão por ela mostrada. "Embora seja raspada e aparada a tua crista," disse eu, "tu, covarde não és nada. Ó velho e macabro Corvo vagando pela orla das trevas! Dize-me qual é teu nobre nome na orla das trevas infernais!".

  E o Corvo disse: "Nunca mais."

  Muito eu admirei esta ave infausta por ouvir um discurso tão atenta, apesar de sua resposta de pouco sentido, que pouca relevância sustenta. Pois não podemos deixar de concordar, que ser humano algum vivente, fora alguma vez abençoado com a vista de uma ave sobre a porta do seu quarto; ave ou besta sobre um busto esculpido, sobre a porta do seu quarto, tendo um nome como "Nunca mais."

  Mas o corvo, sentado sozinho no busto plácido, disse apenas aquela única palavra, como se naquela única palavra sua alma se derramasse. Depois, ele nada mais falou, nem uma pena ele moveu, até que eu pouco mais que murmurei: "Outros amigos têm me deixado. Amanhã ele irá me deixar, como minhas esperanças têm me deixado."

  Então a ave disse "Nunca mais."

  Impressionado pelo silêncio quebrado por resposta tão precisa, "Sem dúvida," disse eu, "o que ele diz são só palavras que guardou; que aprendeu de algum dono infeliz perseguido pela Desgraça sem perdão. Ela o seguiu com pressa e com tanta pressa até que sua canção ganhou um refrão; até ecoar os lamentos da sua Esperança que tinha como refrão a frase melancólica 'Nunca - nunca mais.' "

  Mas o Corvo ainda seduzia minha alma triste e me fazia sorrir. Logo uma cadeira acolchoada empurrei diante de ave, busto e porta. Depois, deitado sobre o veludo que afundava, eu me entreguei a interligar fantasia a fantasia, pensando no que esta agourenta ave de outrora, no que esta hostil, infausta, horrenda, sinistra e agourenta ave de outrora quis dizer, ao gritar, "Nunca mais."

  Concentrado me sentei para isto adivinhar, mas sem uma sílaba expressar à ave cujos olhos ígneos no centro do meu peito estavam a queimar. Isto e mais eu sentei a especular, com minha cabeça descansada a reclinar, no roxo forro de veludo da cadeira que a luz da lâmpada contemplava, mas cujo roxo forro de veludo que a lâmpada estava a contemplar ela não iria mais apertar, ah, nunca mais!

  Então, me pareceu o ar ficar mais denso, perfumado por invisível incensário, agitado por Serafim cujas pegadas ressoavam no chão macio. "Maldito," eu gritei, "teu Deus te guiou e por estes anjos te enviou. Descansa! Descansa e apaga o pesar de tuas memórias de Leonor. Bebe, oh bebe este bom nepenthes e esquece a minha perdida Leonor!"

  E o Corvo disse: "Nunca mais."

  "Profeta!" disse eu, "coisa do mal! - profeta ainda, se ave ou diabo! - Tenhas sido enviado pelo Tentador, tenhas vindo com a tempestade; desolado porém indomável, nesta terra deserta encantado, neste lar pelo Horror assombrado, dize-me sincero, eu imploro. Há ou não - há ou não bálsamo em Gileade? - dize-me - dize-me, eu imploro!"

  E o Corvo disse: "Nunca mais."

  "Profeta!" disse eu, "coisa do mal! - profeta ainda, se ave ou diabo! Pelo Céu que sobre nós se inclina, pelo Deus que ambos adoramos, dize a esta alma de mágoa carregada que, antes do distante Éden, ela abraçará aquela santa donzela que os anjos chamam de Leonor; que abraçará aquela rara e radiante donzela que os anjos chamam Leonor."

  E o Corvo disse: "Nunca mais."

  "Que essa palavra nos aparte, ave ou inimiga!" eu gritei, levantando - "Volta para a tua tempestade e para a orla das trevas infernais! Não deixa pena alguma como lembrança dessa mentira que tua alma aqui falou! Deixa minha solidão inteira! - sai já desse busto sobre minha porta! Tira teu bico do meu coração, e tira tua sombra da minha porta!"

  E o Corvo disse: "Nunca mais."

  E o Corvo, sem sequer se bulir, se senta imóvel, se senta ainda, sobre o pálido busto de Palas que há sobre a porta do meu quarto. E seus olhos têm toda a dor dos olhos de um demônio que sonha; e a luz da lâmpada que o ilumina, projeta a sua sombra sobre o chão. E minh'alma, daquela sombra que jaz a flutuar no chão, levantar-se-á - nunca mais!


✎ The Raven (1845); Edgar Allan Poe (1809-1849).


quarta-feira, maio 16, 2007


Frase que um dia você usará II ♥

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Frase idiota que você provavelmente usou e se nunca usou, algum dia irá usá-lo...

Se você viver cem anos, eu quero viver cem anos menos um dia, assim nunca terei de viver sem você. {♥}


* Tendo um ataque epilético* Nada a declarar.  

sábado, fevereiro 10, 2007


Complexa harmonia de visuais

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Todos sabem a diferença entre o brega e o chique, mas vai tentar explicar a diferença entre Oshare Kei e Visual Kei. Só um cego pra não perceber a diferença. Entretanto alguns sites insistem em dizer que Charlotte é Visual Kei - bando de cegos.

Minha briga com seres obstinados é quando não entramos em concordância. Eu explico com toda calma do mundo, serenidade, com muita paciência, nitidez, mas é difícil fazer uma pessoa compreender o óbvio. Aquela percepção toda vai embora, começo a ficar impetuoso e a pessoa me chama de ignorante.

Depois digo que Visual Kei não é igual a J-Rock porque consiste na mistura de diversas vertentes musicais como rock, metal e até música clássica. Uma das peculiaridades desse movimento é a ênfase no visual de seus artistas, muitas vezes extravagante, outras vezes mais leve, mas quase sempre misturada com a androginia, e shows chamativos.

Visual Kei exibe um estilo mais pesado, cores escuras e som agressivo, até um gótico. Oshare Kei apresenta bandas com visual temático mais colorido e alegre, até de mais. As bandas desse estilo costumam apresentar um som mais pop do que as demais - não sendo, no entanto, uma regra fixa, mas que deveria ser na minha humilde opinião.


segunda-feira, janeiro 22, 2007


Árvore Genealógica do Metal e do Rock

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Vovô e Vovó Blues

Um casal velhinho, de pele escura, tendo os dois uma voz bem grave. Muito simpáticos e sorridentes, adoram dançar, ou "balançar o esqueleto", como preferem dizer. Já tiveram suas brigas com a Dona Música Clássica, e sempre foram amigos do senhor Jazz (especialmente a Sra. Blues), um outro velhinho, ex-acrobata de um circo local. Tiveram quatro filhos: Rockabilly, Rock Pop, Rock Progressivo e Hard Rock.

Rockabilly

O irmão mais velho. Outro que é apaixonado por dançar. Antigamente, andou muito com o segundo mais velho, o Rock Pop. Adora topetes, calças boca-de-sino, óculos escuros coloridos, brilhantina e coisas bregas em geral. Fez muito sucesso com a mulherada na juventude, mas agora é um velho gordo.

Rock Pop

Adora andar na moda, mas não tem uma opinião fixa. Já andou com todos os outros irmãos, menos com o progressivo. Sabe-se que ele ganha muito bem, e quem anda com ele também, e que ele é louco por dinheiro, se vende por qualquer coisa. Dizem que ele gosta de enganar as pessoas às vezes, dizendo que uma coisa é boa quando não é, mas não se sabe.

Rock Progressivo

Carinhosamente apelidado de Prog, ele é um caso a parte. Correm boatos de que ele é filho de um caso da Sra. Blues com o Sr. Jazz, o que ficou ainda mais sério quando ele começou a fazer acrobacias. Muito exibicionista, adora mostrar as loucuras que consegue fazer, apesar de que, de vez em quando, as pessoas se irritam por que ele fica muito tempo fazendo, ou faz coisas chatas, só por que é difícil. Mas é um cara muito legal, quando pára com o exibicionismo puro.

Hard Rock

Meio revoltado, meio dançante. Quanto a esse, não restam dúvidas que veio dos Blues. Ele também AMA penduricalhos, bandanas, lenços, maquiagem, cabelos bufantes e vive fazendo poses meio homossexuais, mas não é gay. Um pouco esquentadinho também. Conta-se que na adolescência usou e abusou das drogas e era meio ninfomaníaco. Casou-se e teve dois filhos: o pródigo Heavy Metal e o caçula Punk Rock.

Punk Rock

Muito revoltado, e muito relaxado também. Tentou ser igual ao pai, mas não conseguiu e se frustrou, vindo daí sua revolta. É muito fraquinho, raquítico. Não se importa com nada, mas vive falando de igualdade, vive defendendo ideais comunistas. Bebe mais que carro a gasolina com o tanque furado. O casa dele é uma bagunça, principalmente a COZINHA, que é muito tosca, tudo meia-boca. Teve dois filhos com a namorada, chamados de Hard Core e Grunge. Acha que um dia vai mudar a sociedade.

Hardcore
Menino meio maluco, vive correndo pela casa, não pára de correr. É um pouco mais organizado na cozinha do que o pai, mas também é fraquinho. É surfista e skatista também. Quando está meio EMOtivo, passa o tempo todo reclamando da namorada que corneia ele todo dia.

Grunge

Ele é meio tristonho, meio emotivo também.Vive reclamando da vida. Está na puberdade, por isso sua voz dá umas desafinadas às vezes. Ele costuma agir de maneira suicida. Menino estranho, esse.

Heavy Metal

Ele é muito forte e bem pesado. Bebe ainda mais que o Punk. Gosta de falar de mitologia nórdica e ocultismo, mas é bem cabeça aberta, dá para falar com ele de tudo: política, amor, humor, da vida... Reza a lenda que ele tem pacto com o diabo, mas isso é mentira. Adora roupas de couro e spikes. Dizem que ele é o que o Punk sempre quis ser. Tem uma voz grave, mas quando grita fica um pouco agudo. Tem fama de malvado, mas não é... Só quando está de mau-humor. Quando está de bom humor pode ser o cara mais engraçado do mundo. Gosta de cabelos compridos e de exibir os músculos às vezes. Não gosta muito de ir à Igreja. Acho que é daí que vem sua fama de anticristo... ainda mais quando ele começa a tirar sarro da cara dos sacristões, e eles levam a sério! Gosta de andar de motocicleta, e é mecânico. Tem uma Harley Davidson. Teve vários filhos: Thrash, Melódico, Prog Metal, Death, Black, White, Doom, Gothic, que são muito unidos (com exceção do Black e do White, que nunca se entenderam) que vivem fazendo trabalhos em cooperação.

Thrash

Mais ágil que o pai, trabalha de ajudante de pedreiro, sendo mais forte. Um pouco violento de vez em quando, mas também é muito engraçado quando quer. Quando era pequeno engoliu uma escova de cabelo e desde então sua voz nunca mais foi a mesma.

Melódico

Costumava freqüentar a casa da Sra. Música Clássica quando era menor. É ator de teatro, fascinado por J.R.R. Tolkien e coisas medievais. É muito feliz, especialmente quando fala. Tanto que seu maior problema é que ele costuma se empolgar, e, por ter uma voz aguda, fica irritante escuta-lo. Adora coisas muito enfeitadas. Quer dar um presente pra ele? Compre um livro de fantasia com uma capa de veludo e com um marca-páginas bem grande, com gravuras da pintura barroca, bem detalhados.

Prog Metal

Costumava andar com o tio Prog, e aprendeu muitas manobras e acrobacias, e espera ser artista de circo também, mas não consegue fazer tudo por que é mais gordo, mais pesado, e tem o mesmo problema com exibicionismo.

Os irmãos Death e Black

Figuraças. Sabe os irmãos caverna? São iguaizinhos. São tão parecidos, que só dá pra distinguir quando o Black está de maquiagem, ou quando está mais enfeitado. Ninguém entende muito o que eles falam. Acredita-se que tenham uma linguagem própria. Mas sabe-se que quando o Black abre a boca é pra mandar Deus pr'aquele lugar, e dizer que o Diabo é o senhor dele. Trabalha com confecção de velas. O Death é meio estranho, trabalha de legista. Das vezes que se entendeu o que ele disse, ele só falava de como as pessoas morriam. Acho que o emprego dele o deixou meio neurótico. Gostam muito do Thrash. O Death costuma falar com o White às vezes, mas o Black nem chega perto. São muito violentos e estouradinhos. O Black é muito frio também, não tem pena de ninguém, e vive mutilando animais.

White

Indo na contra-mão do pai, é extremamente religioso. Detesta o Black, mas consegue conversar com o Death, e eles até trabalham juntos de vez em quando. Na Igreja do White, é claro. Seu único problema é que, para tentar parecer mais cristão, esquece que nasceu em uma família de peso, fazendo jejuns muito grandes e ficando muito leve.

Doom e Gothic

Outros muito parecidos. Só dá pra perceber a diferença por que o Gothic é mais calminho e vive bem equipado com coisas eletrônicas, enquanto o Doom às vezes lembra o Death, em alguns traços. Vivem reclamando da vida, falando de como sofrem... De como a vida é um inferno... Parecem um pouco com o Grunge quando começam a falar, mas diga isso pra eles e veja o que sobra de você! O Gothic gosta de coisas eletrônicas e trabalha consertando equipamentos e tem um timbre de voz ultra grave, mas só fala sussurrando. O Doom trabalha de coveiro.

Ah! Existe um cara aí dizendo que pertence a essa família, mas todo mundo sabe que ele só quer ter o sobrenome Metal por dinheiro. Ele é tão porco que às vezes lembra o Punk, é mais desafinado que o Grunge, e só é pesadão, mas não se alimenta bem, vive de porcaria. Conhecido como New Metal. Para se ter uma idéia, ele anda com um carinha muito chato chamado Hip-Hop!

créditos