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quarta-feira, outubro 16, 2013


A Floresta da Morte (死の森)

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O Japão possui a maior taxa de suicídios entre os países desenvolvidos, problema que é muito difícil de ser resolvido pois trata-se de um fator cultural e social.
 
Um dos lugares mais populares e turístico do Japão, guarda o seu lado negro. A floresta Aokigahara (青木ヶ原) conhecida como "Mar de Árvores" (樹海) e também pelo seu alto índice de suicídios, fica localizada a noroeste do Monte Fuji. O lugar possuí trilhas que levam aos pontos turísticos, como cavernas de gelo e rochas. O lugar é bem silencioso por conter grandes números de árvores, isso retribuí para as histórias sobre fenômenos paranormais, segundo os japoneses a floresta é assombrada pelos espíritos daqueles que morreram.
 
O alto índice de suicídios chamou a atenção das autoridades japonesas, que colocaram avisos em japonês e inglês desencorajando o ato. A "Caça ao Corpo" consiste em um pequeno exército formado por policiais, voluntários e jornalistas que buscam por corpos na floresta, é realizada desde 1970.

E aí, vamos dar um passeio no próximo feriado?

 
 

domingo, agosto 19, 2012


Toire no Hanako chan - A menina do banheiro

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No Japão é comum as histórias de fantasmas e espíritos atormentados, pelo fato do país ter um alto índice de suicídios e homicídios estranhos que não foram desvendados.

Então após ter pesquisado e lido a história de Hanako-chan fique um pouco decepcionada, já que isso acontecia apenas em um colégio do Japão. Essa história começa com Hanako brincando de pique-esconde com seus amigos na hora do intervalo. Ela se esconde no banheiro na terceira porta do fundo do terceiro andar. Depois disso, ela foi encontrada morta no banheiro. Ninguém sabe dizer por que a manina estava morta, isso é um mistério. Após a sua morte houve alguns relatos sobre a manina do banheiro que começou a surgir sobre a escola. E inclusive algumas crianças do colégio chegaram a vê-la no banheiro.

Na TV japonesa passava um programa que se chamava "USO?" que em japonês significa "Mentira?". O tema do programa era casos sobre naturais que haviam acontecido em algumas cidades japonesas, inclusive histórias urbanas bem famosas como "A criança da encruzilhada", "A boneca viva", "Casa da morte", "O templo Mannenji", etc. Após ter me empenhado mais sobre a manina do banheiro, resolvi mandar uma carta para o programa já que eu era muito viciada nele. Depois de um tempo, eles fizeram um programa que abordava somente este assunto. O programa rolava desse jeito: as equipes eram divididas em grupos, e depois de um sorteio a tal equipe premiada ia até o local e filmavam todo o ritual.

O programa foi bem interessante. Eles contaram a história sobre o caso com alguns detalhes que até então eram desconhecidos. Posteriormente a morte de Hanako, houve outras mortes no local que logo previram que Hanako era a causadora desses outros assassinatos. Única coisa que não conseguiram provar, era a causa de sua morte. Agora sobre o faleciamento de outras crianças no local, sugeriram vingança ou tormento da parte de Hanako-chan. Mais tarde o local foi fechado e anos de abandono o prefeito da cidade resolveu demolir o colégio. Foi um fiasco. A demolição foi interditada já que as máquinas não obedeciam os comandos dos operários. A descoberta de um cemitério no terreno da escola foi o começo da história de Hanako-chan. O motivo da morte dela tinha sido revelado depois de tanto tempo. Os espíritos enterrados estavam atormentados pelas crianças do colégio e não conseguiam descansar em paz.

Voltando ao programa, logo que a equipe chegou na escola abandonada, eles avistaram uma luz em uma janela do terceiro andar. Fácil imaginar que era a janela do banheiro feminino. Antes eles explorarem todo o colégio, o que chamou mais a atenção da equipe foi o cheiro de enxofre no local, que no terceiro andar era bem mais intenso. Já no terceiro andar a equipe jogou "jokenpo" para saber quem iria entrar no banheiro e chamar Hanako-chan para brincar... Ficou claro que somente um entraria!

O rapaz que entrou no banheiro portava uma câmera. Tudo o que ele via ou ouvia era registrado. O coitado vertia medo nos olhos e não parava de tremer. Entretanto, ele entrou e foi conferir todas as portas do banheiro. Abriu uma por uma e depois de fechá-las começou o ritual.

Primeiramente ele disse: "Estou com muito medo. Acho que isso é bom, já que suas vítimas tinham muito medo de você!". Logo que parou em frente a terceira porta, veio a pergunta mais aterrorizante e mais temida por todos: "Hanako-cha, vamos brinca?".

Repetiu a frase três vezes e alguns minutos depois, um barulho veio de dentro da primeira porta. E lá foi o coitado se cagando de medo abrí-la. Não tinha nada de mais, apenas um chão sujo e cheio de insetos. Ele permaneceu dentro do banheiro, imóvel, sem reação. A câmera filmava apenas aquele chão imundo. Até parecia hipnotizado.

A equipe que estava no lado de fora ficou preocupado com o rapaz, então decidiram entrar. Eles o retiraram de lá e depois disso a câmera foi desligada. Depois um comunicado sobre o rapaz foi dado em frente ao banheiro por um dos rapazes da equipe. E por incrível que pareça a Hanako-chan apareceu neste comunicado. Um reflexo de rosto infantil no espelho. Alguns dizem que era montagem, mas quem acredita prefere não se meter no assunto. O garoto que a invocou foi para o hospital e ficou em observação. Ele estava muito assustado. Não se sabe o que ele viu e se viu, as imagem não mostraram! Ele pode ter visto Hanako-chan ou algum espírito atormentado que foi enterrado há muitos séculos naquelas terras.

Eu não fiz o ritual na minha escola, isso realmente não poderia ser feito em outro local. Essa história tinha uma origem e não podia ser mudado por nada. Isto vai da cabeça e crença de cada um. Na minha opinião, Hanako-chan foi apenas uma vítima daquilo que nós ainda não conhecemos. Quando há medo, tudo acontece!

Em relação a frase para chamá-la, existe várias como:
"Hanako-chan, vamos brincar?", "Hanako-chan, você está aí?" ou "Hanako-chan, posso brincar com você?".

Agora é só ter coragem para usá-las.

quarta-feira, maio 25, 2011


Fantasmas de Tohoku

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Na cidade de Onagawa na província de Miyagi, um soldado que não quis se identificar, relatou que durante a noite enquanto ia para seu alojamento, ouviu o que parecia ser alguém chorando, solidário o soldado voltou para procurar quem estava em prantos.

"Fui procurar quem era, poderia ser alguém procurando um familiar, então resolvi voltar" disse o soldado. "Acendi minha lanterna e não muito longe no meio dos escombros sentada em uma pedra estava uma garota, ela aparentava ter uns 13 anos e não parava de chorar, pelo que ela dizia queria apenas voltar para a casa e ver seus pais."

O soldado disse que iria ajudar a garota e a levaria para um abrigo, porém ela dizia apenas que queria voltar para a casa, e que só não havia conseguido chegar porque em meio ao tumulto um homem a abordou e dizendo que iria ajudá-la levou ela até sua residência, onde forçou-a a ter uma relação sexual.

A menina disse que quando conseguiu se livrar do homem, bateu nele com um taco de baseball e ao ver ele desmaiado saiu correndo da casa, querendo apenas ver seus pais, porém depois disso não se lembrava de nada, apenas que não conseguia ir para casa ver seus pais, comovido, o soldado foi enxugar os olhos e quando olhou novamente para o lado não havia ninguém.

Ele disse não ter ouvido os passos da garota saindo, procurou ali por perto e nem tinha onde ela pudesse se esconder já que a área esta toda devastada e os entulhos todos empilhados. "Fui procurá-la, porém depois que me dei conta do que poderia ser, então voltei para meu alojamento, pensei que pudesse ser um truque da minha mente, pois estava desgastado trabalhando intensamente, resolvi relatar isso aos companheiros de trabalho, e fui surpreendido ao saber que não fui o único a me deparar com essa garota, alguns amigos que estão trabalhando na mesma área, também disseram ter ouvido o choro de uma garota, um deles disse ter visto ela sentada no mesmo local que avistei, porém ao olhar o local em seguida, não viu a garota lá."

Algumas pessoas já relataram ter ouvido crianças brincando em locais que eram parques públicos, porém esses estão destruídos e também não avistaram ninguém.
Com medo várias pessoas já deixaram o trabalho nas áreas afetadas e por isso estão oferecendo altos valores para quem for trabalhar nos locais afetados ajudando a limpar as cidades devastadas, porém, escondem esses relatos e dizem que os altos valores são devido ao serviço pesado.


sábado, março 13, 2010


Banchō Sarayashiki - A História do Fantasma de Okiku

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  As histórias de fantasmas são um tema popular na xilogravura japonesas. A história do fantasma de "Okiku" é antiga, e suas origens são desconhecidas; porém, foi primeiramente apresentada com o título Bancho Sarayashiki em julho de 1741, no teatro Toyotakeza. A conhecida lenda fantasmagórica foi adaptada em uma produção de "ningyo joruri" por Asada Itcho e Tamenaga Tarobei I. Como muitos teatros de fantoches bem sucedidos, uma versão em "Kabuki" foi criada logo em seguida, e em setembro de 1924, Bancho Sarayashiki foi encenada no teatro Naka no Shibai, estrelando Otani Tomoemon II e Arashi Koroku IV nos papéis de Aoyama Daihachi e Okiku.

  Uma versão de "Kabuki"  em um ato foi criada em 1850 por Segawa Joko III, sob o título Minoriyoshi Kogane no Kikuzuki (実成金菊月), que estreou no teatro Nakamuraza com Ichikawa Danjuro VIII e Ichikawa Kodanji IV nos papéis de Tetsuzan e Okiku. Esta adaptação em um ato não foi popular e rapidamente terminou, até que voltou a ser apresentada em junho de 1971 no teatro Shimbashi Embujo, estrelando a popular dupla Kataoka Takao e Bando Tamasaburo V nos papéis de Tetsuzan e Okiku.

  A adaptação mais popular e conhecida de Bancho Sarayashiki, escrita por Kido Okamoto, estreou em fevereiro de 1916 no teatro Hongoza, com Ichikawa Sadanji II e Ichikawa Shocho II nos papéis do Senhor Harima e Okiku. Era uma versão moderna da clássica história de fantasmas em que o conto de horror foi substituído por um profundo estudo psicológico das motivações dos dois personagens. Outra adaptação foi feita em 2002, na quarta história da novela da televisão japonesa Kaidan Hyaku Monogatari (怪談百物語).

~ Bancho Sarayashiki - Versão Popular

  Havia uma linda serva de nome Okiku. Ela trabalhava para o samurai Aoyama Tessan. Okiku frequentemente recusava seus avanços, então ele a enganou fazendo-a acreditar que ela descuidadamente perdeu um dos dez preciosos pratos de cerâmica holandesa da família. Tal crime normalmente resultaria em morte. Em um frenesi, ela contou e recontou os nove pratos muitas vezes. Apesar disso, ela não conseguiu encontrar o décimo e foi até Aoyama aos prantos, sentindo-se culpada. O samurai propôs ignorar o problema caso ela finalmente se tornasse sua amante, mas ela novamente recusou-se. Enfurecido, Aoyama a jogou no fundo de um poço para que morresse.

  Dizem que Okiku tornou-se um fantasma vingativo que atormentava seu assassino contando até nove e então dando um grito terrível para representar o décimo prato perdido - ou talvez ela estava se atormentando e ainda tentando encontrar o décimo prato, mas gritava agoniada quando ela nunca encontrava-o. Em algumas versões da história este tormento continuava até que um exorcista ou um vizinho gritasse "Dez!" em alto tom no final de sua contagem. O fantasma de Okiku então finalmente tranquilizava-se quando percebia que alguém havia encontrado o prato para ela, e deixava de assombrar o samurai.

~ Versões diferentes da história do Fantasma de Okiku

  Existem versões diferentes da história de fantasma de Okiku. O que todos têm em comum é a descrição de seu fantasma saindo do poço e contando de uma a nove e, em seguida, um soluço de cortar o coração.

  Em outra versão, Okiku realmente quebra um prato e é morta por seu mestre e seu corpo jogado para dentro do poço.

  Em outra versão, Aoyama tem uma esposa, que quebra a peça. Para ocultar sua culpa, ela joga o prato quebrado nos bens de Okiku e acusa de tê-lo roubado. Nesta versão, ela é também morta por seu mestre por punição e é jogada no poço.

  Existe também uma versão alternativa para o fim da história. Para parar com os choros a noite, um amigo da família de Aoyama é contratado. Ele fica escondido no poço durante a noite e depois Okiku aparecia e contava de uma a nove, ele está um passo à frente gritando dez. A partir de então o fantasma de Okiku nunca mais foi visto.

~ Versão do Ningyo Joruri

  Hosokawa Katsumoto, o Senhor do castelo de Himeji, ficou seriamente doente. O herdeiro de Katsumoto, Tomonosuke, planeja dar um jogo de dez pratos preciosos para o xogum para assegurar sua sucessão. Entretanto, o chefe dos serviçais, Aoyama Tetsuzan, planeja assumir seu lugar. O serviçal de Tomonosuke, Funase Sanpei Taketsune, está noivo de uma dama de companhia: Okiku. Tetsuzan planheja forçar Okiku para auxiliá-lo a matar Tomonosuke.

  Tetsuzan, através de um espião, furta um dos dez pratos e chama Okiku para trazer a caixa contendo os pratos para a sua sala. Lá, ele tenta seduzir Okiku. Ela se recusa devido ao seu amor por Taketsune. Rejeitado, Tetsuzan pede então para Okiku contar os pratos, ao que ela encontra somente nove. Ele a culpa pelo roubo e se oferece para mentir por ela caso ela se tornasse sua amante. Okiku novamente recusa e Tetsuzan a espanca com uma espada de madeira.

  Tetsuzan a suspende sobre um poço e, eroticamente apreciando sua tortura, a baixa no poço diversas vezes, a espancando quando içada. Ele a ordena a se tornar sua amante e ajudá-lo no assassinato de Tomonosuke. Ela se recusa novamente, ao que Tetsuzan a golpeia com sua espada, jogando seu corpo no poço.

  Enquanto limpava sua espada, o som de uma voz contando pratos vem do poço. Tetsuzan percebe que é o fantasma de Okiku, mas fica inteiramente impassível. A peça termina com o fantasma de Okiku erguendo-se do poço, com Tetsuzan olhando para ela desdenhosamente.

~ Shinkei Sanju Roku-Kai Sen - Trinta e Seis Novos Fantasmas

  Entre os artistas "Ukiyo-e" projetar temas de fantasmas, Yoshitoshi Tsukioka (1839-1892) deve ser mencionado em primeiro lugar. Yoshitoshi acreditava firmemente na existência de fantasmas e estava convencido de que tinha visto pessoalmente aparições sobrenaturais em sua vida.

  A impressão de O Fantasma de Okiku na Mansão fazia parte da série Shinkei Sanju Roku-Kai Sen. Foi última série de Yoshitoshi antes de sua morte (em conjunto com o Cem contos) e foi publicado 1889-1892. A série pode ser encontrado em diferentes traduções para o inglês como nova seleção de trinta e seis aparições ou trinta e seis novos fantasmas.

  Para Yoshitoshi no fim de sua vida, os temas de impressões foram predominantemente escolhido em rica tradição cultural do Japão e da história. Era um apelo do artista para os seus compatriotas para não abandonar os seus valores tradicionais em troca da modernização ocidental que havia começado no período "Meiji".

~ Okiku e Ukiyo-e

  Assim como muitas peças de "Kabuki" Okiku foi um assunto popular para artistas de "ukiyo-e". Em 1830, Katsushika Hokusai incluiu ela como uma dos "kaidan" em sua série Cem contos (百物語 - Hyaku monogatari). Ekin, um artista um pouco notório que teve problemas com a lei, pintou um Byobu-e de Okiku sendo acusada por Tetsuzan Aoyama e seu irmão Tchuta.

  Mais notavelmente, ela apareceu como uma das formas na Compilação de novas formas de trinta e seis fantasmas (新形三十六怪撰 - Shinkei Sanju rokukai sen) por Yoshitoshi Tsukioka. Seu retrato de Okiku é extraordinariamente simpático, ao contrário dos fantasmas vistos como aparições temíveis pelos japoneses do século XIX, refletindo uma tendência geral na sua obra posterior.

~ Versão de Kido Okamoto

  Em 1655, em Edo, um vassalo do xogum Aoyama Harima apaixona-se pela jovem serva Okiku. Aoyama prometeu casar com ela, mas recentemente recebeu uma auspiciosa proposta de casamento de uma tia. Aoyama promete a Okiku que ele irá honrar seu amor, e recusar a proposta.
  Okiku duvida e o testa, quebrando um de seus dez preciosos pratos que são o tesouro da família Aoyama. A punição tradicional para quem quebrasse um dos pratos é a morte, que é exigida pela família de Aoyama.

  Primeiramente, Aoyama é convencido que Okiku quebrou o prato por acidente e a perdoa, mas quando Okiku revela que quebrou o prato como uma prova de amor, Aoyama se enfurece e a mata. Ele então a joga em um poço.

  Desde então, o fantasma de Okiku é visto entrando na casa e contando os pratos, de um a nove. Encontrando-a no jardim, Aoyama vê que sua face fantasmagórica não é de vingança, mas é bela e calma. Fortalecendo-se com isso, ele comete seppuku e se junta a ela na morte.

 Influência romântica:  A versão de Kido Okamoto é notável por ser uma adaptação muito mais romântica da história, similar a versão do Kabuki de Botan Doro. Isso foi uma influência da restauração Meiji, que trouxe peças ocidentais para o Japão pela primeira vez. Peças ocidentais foram muito mais notáveis por elementos românticos, e isso foi adaptado no estilo de teatro conhecido como Shin Kabuki (新歌舞伎). Shin Kabuki foi basicamente uma malsucedida fusão do Ocidental e Oriental, apesar de que o Bancho Sarayashiki de Okamoto permanece como um dos poucos clássicos.

~ Influências na cultura japonesa

  Em 1795, velhos poços no Japão sofreram um infestação de um tipo de larva que ficou conhecida como "inseto de Okiku" (お菊虫 - Okiku mushi). Acreditava-se que esta larva, coberta com finos fios que parecem ter sido ligados, seria uma reincarnação de Okiku.

  Como a versão do ningyo joruri é localizada no castelo de Himeji, uma popular atração turística no castelo é "Okiku Ido", ou Poço de Okiku. Tradicionalmente, este seria o poço onde o corpo da infeliz criada foi atirado depois de ser morta por Tetsuzan. Embora o castelo seja fechado à noite, dizem que seu fantasma ainda de levanta todas as noites do poço e conta até nove antes de gritar e retornar.

  O jogo de NES Monster Party tem um chefe de nome "The haunted well" (literalmente "O poço assombrado"), um poço que ataca arremessando pratos no jogador, em refererência ao conto. Mas já que o jogo foi lançado somente nos Estados Unidos, muitos jogadores não entendiam a ideia.

  A mangaka Rumiko Takahashi  incluiu uma paródia da lenda de Okiku em sua comédia romântica Maison Ikkoku, publicada na revista Big Comic Spirits de 1980 a 1987; a série depois virou desenho animado para a televisão japonesa. Retratara a história de Godai, um infeliz estudante universitário que galanteia e conquista sua linda senhoria viúva, Kyoko, apesar das frequentes palhaçadas dos outros moradores de Ikkoku-kan, a pensão administrada por Kyoko. Como parte de um evento de Obon, os residentes de Ikkoku-kan participam de um festival de verão; Kyoko se veste como Okiku e supostamente teria de se esconder em um poço raso. Entretanto, sendo esta uma comédia romântica, nada sai como planejado.

  No mangá Gintama, há uma paródia da história quando o trio Yorozuya ajuda um homem a organizar um "teste de coragem".


textos e imagem: wikipedia
texto e imagens: artelino.com