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terça-feira, outubro 22, 2013


Serial Killer: O Zodíaco

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O Assassino do Zodíaco é um daqueles tipos de serial killer que, apesar de pouco comuns, costumam inspirar roteiristas filmes: os que gostam de fazer uma espécie de jogo com os investigadores (vide, por exemplo, a recente série de filmes “Jogos Mortais” etc.).
Seria um caso bastante interessante para uma análise, caso a sua identidade houvesse sido efetivamente descoberta, pois então teríamos uma história da vida do criminoso. Apesar de toda a suspeita sobre Allen, os dados biográficos a seus respeito disponíveis, embora interessantes, não permitem a construção de uma curva vital consistente.
Mesmo sem a descoberta da identidade, existe um procedimento feito pela polícia que é a construção de um perfil psicológico do criminoso com base apenas nas informações deixadas na cena do crime, como o “modus operandi” (meio utilizado para conseguir seu objetivo – no caso, matar) e a chamada “assinatura” do criminoso – tudo o que ele faz que não é necessário para a conclusão do ato.
Gregg O. McCrary, do FBI, tentou estabelecer este perfil do Zodíaco . Não é fácil. Por exemplo: atacou três casais namorando, o que poderia sugerir um ressentimento contra relacionamentos afetivos. Além disso, dois homens sobreviveram, um dos indícios de que a violência dirigida às mulheres era maior. Contudo, a última vítima confirmada, era um homem, isoladamente – o taxista.

Os dois primeiros casais atacou à noite – o terceiro já foi durante o dia. Os dois primeiros casais foi com um revólver – o terceiro foi com faca. No caso do taxista, voltou a atacar à noite e com revólver, mas aí já não era mais um casal.
É bem verdade que nenhum serial killer segue fielmente um padrão imutável em todos os ataques. O que há, geralmente, é uma faixa dentro da qual ele age: uma certa aparência física, uma certa faixa de idade etc. também é verdade que o padrão pode ir mudando, por vários motivos: um aprendizado que passa a ter sobre certas vítimas serem mais fáceis que outras, ou o fato matar de um tipo de vítima dar mais prazer que outros etc.
Através das cartas, pode-se estabelecer algumas coisas sobre sua vida: alguém que gosta de astrologia, por exemplo. Mas por mais que se junte este tipo de informações, elas não completam um quadro perfeito.
Apesar disto, McCrary estabelece uma hipótese que parece interessante sobre a motivação de todos estes crimes: obter notoriedade. Ele supõe que Zodíaco era, de certa forma, alguém fracassado na vida. Contudo, deveria julgar-se alguém que foi injustamente derrotado. O jogo que estabelece, com a polícia e, através dos jornais, com toda a população, coloca-o numa posição, enfim, de superioridade. Passa a “ser alguém”, como Jack, O Estripador – ninguém sabe quem era, mas todos sabem que existiu.
Continuando sua explanação, McCrary diz que, depois que conseguiu toda a mídia para si, Zodíaco pode ter mesmo parado de matar, após o incidente do taxista. Ele já estava matando na cidade grande, e isso alarmou a todos. As cartas, a ameaça às crianças, a história da bomba, isto já bastava para manter o suspense e a mídia. Matar, agora, era um risco que não precisava correr.
É uma boa teoria. Mas, segundo alguns, seria contraditória porque, se queria mesmo a fama, em algum momento deveria ter aparecido em carne-e-osso: seja em uma confissão voluntária ou deixando pistas melhores para a polícia. Aliás, se fosse Allen: ele teve várias oportunidades de afirmar os crimes, mas os negou – o que afasta a segunda hipótese, de querer ser encontrado, se fosse Allen.
Entretanto, a teoria é sustentável, sim. Porque talvez ele não precisasse exatamente da fama, mas da auto-afirmação. Porque ser descoberto significaria uma pena que ele não achava tão compensatória quanto a anônima liberdade.
Esta hipótese se encaixa no caso de Allen. Ficou conhecido, foi interrogado, os detetives viram seu relógio Zodiac e… continuou o resto da vida em liberdade. A última carta, que perguntava sobre o filme, pode até não ser de autoria do verdadeiro Zodíaco, mas foi atendida – e não apenas com um filme. No último, aliás, Allen aparece como figura central.
Enigmas, várias cartas, provocações à inteligência, solicitações de primeira página dos jornais. É inegável que ele queria aparecer. E conseguiu. Provavelmente não foi o primeiro a agir por este motivo. E não foi o último. Um exemplo comum: é bem conhecido o fenômeno de pessoas que, em casos de grande repercussão, fazem falsas confissões, apenas para aparecer na mídia.
Mas o desejo de auto-afirmação, entretanto, apesar de ser uma hipótese bastante plausível, não deve cegar-nos para o principal. Quantos de nós não desejamos a fama? Não desejamos estar na primeira página dos jornais e ser assunto de todos? Quase todos nós. Entretanto, qual a ínfima parcela de pessoas que teria a coragem de matar, para conseguir isto? E não é apenas matar. Acertar alguém com uma bala de revólver, como nos primeiros crimes, é uma coisa. Exige frieza, mas não tanto quanto esfaquear duas pessoas, por várias vezes. Aqui, um diagnóstico de transtorno de personalidade anti-social cairia bem.
Contudo, não tem como ser definitivo. Há outras pontas soltas. A história de “todos os que eu matei serão meus escravos”, que pode apontar para um transtorno delirante, de cunho místico, se realmente Zodíaco acreditou nisso. Mesmo a hipótese de uma personalidade com auto-estima muito baixa buscando afirmação pode ser ofuscada por uma exatamente a contrária: uma personalidade que já era extremamente narcisista, ou seja, de alguém que acredita em um valor muito alto de si mesmo, que não é validado pelo meio que o circunda. Os crimes e a notoriedade seriam então não para corrigir a auto-estima, mas para confirmá-la. Enfim, hipóteses, hipóteses...


O Zodíaco nunca foi pego, nunca saberemos o que aconteceu com ele… Será que continua vivo?
 
 

terça-feira, janeiro 08, 2013


A mente de um psicopata

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Para começar a primeira postagem do ano, desejo um feliz dia do leitor! ;)
Você teria coragem de conviver com uma pessoa com deficiência cerebral? 

Quando você vê uma cena de violência, o seu corpo reage ativando o sistema simpático, que apresenta dilatação das pupilas, transpiração excessiva, aceleração cardíaca e respiratória, calafrios e até mesmo enjoos. São essas sensações que te diferencia dos psicopatas.

A estrutura da personalidade do ser humano é formada até os 8, 10 anos de idade, nessa fase deve ter um
condicionamento lógico sobre situações do cotidiano, recebendo proteção, educação e limites do que se é imposto em uma sociedade. Nossa mente nasce ou não com uma tendência biológica a psicopatia, possuindo variantes, o que define se irá manifestar um tipo de grau deficiente – não sendo assim uma regra especifica -, pois há crianças com infância harmoniosas que sofrem de deficiência cerebral. Alguns cientistas atribuem à genética, mesmo não terem descobrido o que causa essa deficiência.
Mas há uma fração de psicopatas que desenvolve um grau de deficiência severa. Nascendo assim os criminosos, estupradores e Sereais killers. Em outros casos, a doença pode evoluir para canibalismo, rituais de tortura e morte. Existe um desenvolvimento de escala de avaliação, que é muito utilizada para avaliar criminosos na análise forense.
O cérebro deles não apresenta alterações estruturais, mas funciona de forma diferente. Para alguns neurologistas é possível dimensionar falhas nessa região do cérebro, considerado um marcador corporal de emoção. É uma falha de transmissão química entre neurônios, uma falha da atividade elétrica dos neurônios. Esse indivíduo tem uma linguagem, noção, percepção e raciocínio lógico normal. O único problema é que ele viola as normas morais e sociais, ou seja, ele sabe o que é certo e errado e não se arrependem de nada.

A personalidade de um psicopata é caracterizada pela falta de sentimentos alheios, consideração por qualquer ser vivo, de consciência e desprezo. Exibem empatia, egocentrismo, manipulação, intimidação, sadismo, ausência de remorso e são friamente calculistas quando querem algo, se tornando violentos para controlar os outros e satisfazer suas próprias necessidades.
O psicopata geralmente exibe um charme superficial, tem uma inteligência normal ou acima da média. Quando alcançam posições de poder, podem causar danos, sob situação de desordem mental, como: guerras, pobreza e quebra da economia. Podem adquirir status de líderes e sábios, tais como Adolf Hitler, Saddam Hussein, Idi Amin, Stalin, etc.
A doença tem tratamento que ajuda o indivíduo a controlar seus impulsos. Com ajuda de neurologistas já se pode definir o grau da deficiência. Um psiquiatra e até mesmo um psicólogo podem ajudar no tratamento. "Graças a Deus né? " :P

- Mentes Perigosas - O Psicopata Mora ao Lado - livro
- G1 - matéria sobre psicopatia

segunda-feira, fevereiro 08, 2010


O Jardim de Ossos - Gerritsen

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O Jardim de Ossos
 
 
Gênero: Ficção, suspense, terror
Autor: Tess Gerritsen
País de origem: Estados Unidos
Ano de Lançamento: 2007
Número de Páginas: 446 páginas
Editora: Record
 
Sinopse:
Ossos desconhecidos, segredos não revelados e crimes não resolvidos lançam sombras ameaçadoras sobre o presente. A recém-divorciada Julia Hamill acaba de se mudar para a casa de seus sonhos, uma mansão em um enorme terreno. Tudo parece perfeito, até que, durante a reforma do jardim, Julian desenterra um crânio humano com indícios de homicídio. E o mais intrigante: a cova data do século XIX.

O ano é 1830. O jovem estudante de medicina Norris Marshall é o principal suspeito das atrocidades cometidas pelo Estripador de West End. Na companhia do amigo Oliver e da imigrante irlandesa Rose, Norris parte em busca do homem mais perigoso de Boston, a fim de provar a própria inocência, visitando desde lúgubres cemitérios e salas de necropsia até elegantes mansões.

Separadas por quase dois séculos, as duas histórias se desenvolvem de forma precisa e instigante, conduzindo o leitor a um final tão chocante quanto engenhosamente concebido.



Resenha:
Como não apreciar essa obra de Tess Gerritsen. Ela criou bons conflitos para você ler o livro até a ultima palavra.
 
Após o divorcio, Julia muda-se para uma casa onde uma velha de 90 anos morreu. Mas esse não é o problema, enquanto mexia em seu jardim Julia descobre ossos de uma mulher.
 
Muito antes disso, em 1830, mortes violentas acontecem em West End, Boston. E Norris Marshall, um estudante de medicina, com incríveis habilidades com um bisturi, é um dos principais suspeitos dos assassinatos. Ele e Rose Connolly, que após a morte de sua irmã, luta para sobreviver nas ruas de Boston com sua sobrinha Margaret, e acaba encontrando alguns corpos.
 
Mas a vida não é muito generosa com Rose, que além de sofrer as consequências das acusações, tem que dar duro pra cuidar da pequena Margaret e se esquivar do marido de sua irmã, que quer de qualquer jeito o bebê, mesmo não sendo seu filho.
 
Com a ajuda de Henry, um velho mal- humorado, que é da família da antiga moradora de sua casa; Julia e ele remexem nos documentos da família e descobrem cartas de O.W.H que ajudam a resolver os mistérios das mortes de Boston e descobrir a relação com os ossos que foram encontrados em seu jardim.
 
Além de a autora entrelaçar duas épocas diferentes na narrativa, ela dá algumas aulinhas de anatomia e nos apresenta um dos maiores médicos dos Estados Unidos, Oliver Wendell Holmes, que ajuda seu amigo Norris a provar sua inocência.
 
A capa do livro é muito bonita e combina bastante com a atmosfera do livro, sem contar que logo de cara você vê o elogio do mestre do terror, Stephen King.
 
Entretanto esse não é um livro que você pode ler após as refeições se você tiver estomago fraco e aversão a sangue e órgãos expostos.
 
Tirando esse detalhe você pode roer suas unhas até descobrir o verdadeiro Estripador de West End, que não é muito fácil de descobrir...